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O MERCADO CAMBIAL: OSCILAÇÕES DO DÓLAR

O mercado cambial é regulado e acompanhado pelo Banco Central do Brasil. Tratando-se, em especial, da moeda norte americana, o dólar, podemos dizer que a moeda vem passando por fortes oscilações com tendências de alta nas últimas semanas.

O tipo de Regime Cambial utilizado no Brasil, atualmente, é o de Flutuação Vigiada, onde o mercado de câmbio está sujeito à variações de oferta e demanda pela moeda estrangeira, mas, com o acompanhamento do Banco Central para intervenções, caso seja necessário.

A medida que ocorrem desvalorizações persistentes da moeda nacional frente à estrangeira, isto é, altas do dólar em relação ao real, de forma que sejam necessários mais reais por uma unidade de dólar, o governo pode intervir no mercado, aumentando a oferta de dólares para baixar a cotação, ou a desvalorização da moeda nacional.

Recentemente observamos constantes altas do dólar, chegando próximo ao valor de R$4,00 (quatro) reais uma unidade do dólar. Desde o começo do ano a moeda norte americana vem acumulando altas, e a razão para essas altas são uma combinação de fatores externos, além do cenário interno, que são as eleições presidenciais, que trazem incertezas aos investidores e combinados podem provocar a volatilidade da moeda.

Com a economia em expansão e taxas de desemprego em baixa nos Estados Unidos, é possível que o país experimente uma inflação um pouco maior, é possível que o governo eleve as taxas de juros básicas do país para moderar o efeito de elevação dos preços.

Com taxas de juros maiores nos Estados Unidos, investidores de países emergentes, como é o caso do Brasil, preferem retirar seus investimentos de países que oferecem um maior grau de risco, para destinarem aos que proporcionam maior confiança aos recursos alocados.

E essa fenômeno de valorização da moeda americana frente às outras tem sido uma tendência, porque os Estados Unidos vêm apresentando uma Economia mais forte, com um consumo interno mais significativo, o que aumenta o nível de produção do país, gerando mais empregos e, consequentemente, mais renda à população.

Outro componente que contribui para a volatilidade no mercado de câmbio é o cenário interno, com um ano de eleições presidenciais, e toda incerteza que cerca esse momento da economia brasileira.

Apesar da dificuldade de se fazer projeções em um mercado que vem apresentando fortes oscilações, pelo menos, no curto prazo, não será possível fazer projeções de baixa do dólar. Não se enxerga, no momento, nenhuma mudança de condução da política econômica norte americana, assim como, o processo eleitoral brasileiro, que acontecerá em outubro, somado à incerteza de quem será o novo presidente e suas ideias de condução das políticas econômicas para o país.

Ana Paula de Barros Oliveira

Graduada em Ciências Econômicas pela UGF (Universidade Gama Filho)

Mestre em Economia pela UFF (Universidade Federal Fluminense